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29/09/2017 22:16

Socioeducador é preso por suspeita de matar jovem nos fundos do Case em Ji-Paraná

Crime aconteceu no último dia 18 e testemunhas relataram tê-lo visto saindo do Case. Para polícia, suspeito teria executado a vítima para fazer uma “limpeza”.

 socioeducador foi preso na manhã desta sexta-feira (29) como principal suspeito do homicídio de um jovem de 22 anos em Ji-Paraná (RO), cidade situada a cerca de 370 quilômetros de Porto Velho. O crime aconteceu no último dia 18, atrás do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case), local de trabalho do suspeito. Segundo a Polícia Civil, o homem teria executado a vítima.

De acordo com o delegado Cristiano Matos, o socioeducador estava de plantão na noite do dia 18, quando, por volta das 23h, ouviu o barulho da vítima e dois comparsas no pasto, aos fundos do Case, bebendo. “Ficaram um bom tempo perto do muro, o socioeducador ouviu, saiu do Case e foi até lá e efetuou os disparos. A vítima caiu e ele basicamente a executou”, explica o delegado.

Matos afirma que testemunhas contaram à polícia terem visto o socioeducador saindo do Centro, mas não o viram retornando. “A gente acredita que ele utilizou uma árvore que tinha nos fundos do Case para voltar para dentro do Centro. Nisto, ele teria torcido o tornozelo”, afirma.

A polícia ainda investiga se o suspeito teve cooperação de outros socioeducadores. Com o suspeito, a polícia apreendeu um revólver calibre 38 que pertence ao socioeducador. Segundo a polícia, ele tem porte de arma, mas ela foi apreendida, pois tem o mesmo calibre das balas que mataram a vítima. A arma será periciada.

O corpo da vítima foi encontrado na manhã do dia 19. Na tarde do mesmo dia, houve um assalto à guarita de segurança do Case levando pertencendo pessoais de um segurança particular e também armas. “A polícia ainda não tem confirmação se há ligação com o caso, mas estamos investigando. É, no mínimo, muito estranho no mesmo dia ter acontecido um roubo de armas”, acredita.

À polícia, o homem nega a autoria do crime, mas os relatos de testemunhas foram suficientes para pedir a prisão temporária do suspeito. “Ele não conhecia a vítima. O que a gente acredita é que ele tenha tentado fazer uma espécie de 'limpeza', pois nos últimos dias, o Case tem sofrido com invasões e pessoas que jogam drogas no local. Entretanto, está não é a forma correta de se revolver as coisas”, afirma o delegado.

 

Fonte: Por Pâmela Fernandes, G1 Ji-Paraná e Região Central


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