Esporte

18/12/2016 16:46

Real leva susto de japoneses, mas vence com três de CR7 e fatura 5º Mundial

O Real Madrid conquistou, neste domingo, o mundo pela quinta vez e se tornou o maior vencedor de Mundiais da história do futebol. Mas não foi nada fácil. Para alcançar esta marca, o time merengue precisou até da prorrogação (após 2 a 2 no tempo normal) para 'espantar a zebra' no estádio de Yokohama e vencer o surpreendente Kashima Antlers por 4 a 2, com três gols do sempre decisivo Cristiano Ronaldo – Benzema abriu o placar.

Por muito pouco o Kashima Antlers não proporcionou a maior 'zebra' da história dos Mundiais. O time japonês chegou a ficar à frente no placar (2 a 1) no começo do segundo tempo, teve algumas oportunidades claras de gol no fim do jogo, mas deixou Cristiano Ronaldo livre para marcar dois gols na prorrogação e definir o título a favor do Real Madrid.

Maior vencedor de Mundiais

Com a taça deste domingo, o Real Madrid ultrapassa o Milan e se isola como maior vencedor de Mundiais. Foi o quinto título do time merengue, que já havia conquistado o mundo em outras quatro oportunidades: 1960, 1998, 2002 e 2014 - vale lembrar que os três primeiros ainda não eram organizados pela Fifa. O time italiano venceu o Mundial em 1969, 1989, 1990 e 2007.

De igual para igual

Enganou-se quem achou que o Real Madrid dominaria o jogo a partir do apito inicial. Marcando pressão e bastante compacto, o time japonês encarou a equipe merengue de igual para igual durante todo o jogo, especialmente aproveitando as subidas de Marcelo pelo lado direito. Em alguns momentos foi até superior aos espanhóis, chegando a ficar bem perto do título.

Falhas resultam em 1 a 1 no 1ºT

Behrouz Mehri/AFP

Os dois gols da etapa inicial saíram após falhas. A primeira do goleiro Sogahata, que deu rebote para frente em chute de Modric e viu Benzema completar para as redes, logo aos 8min. O outro erro foi do Real, já aos 44min. Doi fez boa jogada pela esquerda, cruzou e Shibasaki dominou errado; Varani não cortou e o mesmo Shibasaki aproveitou para empatar.

Kazuhiro Nogi

Cristiano Ronaldo esteve irreconhecível no primeiro tempo. Abusando das firulas e até errando dribles fáceis (como quando foi pedalar e perdeu a bola sozinho), o português chegou a se irritar com os próprios lances e foi presa fácil para os defensores japoneses. Mas, como geralmente faz, terminou a partida sendo decisivo, com mais um hat-trick na conta.

"Minha mãe, foi um jogo de muito sofrimento, não esperávamos que iam jogar tão bem, mas jogamos bem também. Sofremos um pouco, mas as finais são assim, tem que sofrer. É um troféu que queríamos muito e, como disse, queríamos terminar o ano da melhor maneira", disse CR7 após o apito final.

Shibasaki: por pouco não foi herói

Toru Yamanaka/AFP

Shibasaki foi o responsável pelos dois gols da virada do Kashima Antlers. Tinha tudo para ser o herói do jogo e responsável pela maior zebra da história dos mundiais... Faltou combinar com o Real Madrid.

Juiz 'salva' Sérgio Ramos de expulsão

Sérgio Ramos ficou bem perto de ser expulso no fim do jogo após parar um contra-ataque - seria o segundo amarelo do jogador espanhol. O juiz chegou a colocar a mão no bolso, mas recuou e não mostrou cartão para o zagueiro. Seria um jogo de 11 contra 10 para os japoneses na prorrogação. O lance foi classificado como 'escândalo e ridículo' pelo jornal catalão Sport. Leia mais

Os brasileiros na decisão

Behrouz Mehri/AFP

Três brasileiros estiveram em campo na decisão do Mundial: Casemiro e Marcelo, pelo Real Madrid, e Fabrício, pelo Kashima. Marcelo até foi bastante acionado, mas não conseguiu ser efetivo no ataque e ainda deixou uma 'avenida' na defesa em alguns momentos. Já Casemiro não teve das melhores atuações e deixou bastante espaço no meio-campo. Fabrício, por sua vez, entrou no segundo tempo e fez a defesa do Real correr bastante. Por pouco não deixou a sua marca e entrou para a história dos Mundiais.

Real volta a levar gol em decisão de Mundial

Behrouz Mehri/AFP

O argentino Martin Palermo, do Boca Juniors, era, até então, o último jogador a marcar sobre o Real Madrid em decisões de Mundial. O time merengue não sofreu gols nas duas finais seguintes, contra Olímpia (2002) e San Lorenzo (2014). Voltou a levar neste domingo.

Invencibilidade que segue...

O Real Madrid segue ampliando a maior invencibilidade de sua história. O time merengue alcançou neste domingo a marca de 37 jogos de perder. A última derrota foi para o Wolfsburg, em abril deste ano, no primeiro jogo das quartas de final da Liga dos Campeões.

Zidane gosta é de emoção?

Toshifumi Kitamura/AFP

Nas três finais que disputou com o Real Madrid como técnico, em todas Zinedine Zidane precisou encarar a prorrogação para levantar a taça. Além do Mundial deste domingo, foi assim na Liga dos Campeões 2015/16, contra o Atlético de Madri, e na Supercopa da Uefa, contra o Sevilla, em agosto deste ano.

Blogueiros opinam

"Real Madrid é bi depois de susto japonês", analisa Juca Kfouri. Perrone acredita que "Real e Kashima deram aula ao mundo do futebol", enquanto Julio Gomes conta "o segredo de Zidane para levar o Real da humilhação ao Mundial em um ano".

REAL MADRID 4 X 2 KASHIMA ANTLERS

Local: Estádio Internacional de Yokohama, em Yokohama (Japão) 
Data: 18 de dezembro de 2016 (domingo) 
Árbitro: Janny Sikazwe (Zâmbia) 
Assistentes: Jerson dos Santos (Angola) e Viktor Kassai (Hungria)
Cartões amarelos: Casemiro, Carvajal e Sergio Ramos (Real Madrid); Yamamoto e Fabrício (Kashima Antlers)
Gols: Benzema, aos 8min, Shibasaki, aos 44min do primeiro tempo; Shibasaki, aos 7min, Cristiano Ronaldo, aos 15min do segundo tempo; Cristiano Ronaldo, aos 8 e 13min do primeiro tempo da prorrogação

REAL MADRID
Keylor Navas, Daniel Carvajal, Raphael Varane, Sergio Ramos (Nacho) e Marcelo; Casemiro, Toni Kroos, Luka Módric (Kovacic) e Lucas Vazquez (Isco); Cristiano Ronaldo (Morata) e Karim Benzema 
Técnico: Zinedine Zidane
KASHIMA ANTLERS
Hitoshi Sogahata, Gen Shoji, Naomichi Ueda e Shuto Yamamoto; Shoma, Atsutaka Nakamura, Mitsuo Ogasawara (Fabrício), Gaku Shibasaki e Yasushi Endo (Ito); Daigo Doi (Suzuki) e Mu (Akasaki) 
Técnico: Masatada Ishi

FONTE:Do UOL, em São Paulo


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